Revista resgata a memória do cinema nacional

Tota Paiva
Haroldo Costa relembra momentos marcantes da carreira no programa deste sábado
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Projeto Paralelo · Rio de Janeiro, RJ
1/12/2011 · 1 · 0
 

Apesar de o cinema repassar um conhecimento comum a um grupo de pessoas, é importante revisitar e deixar o seu registro para novas gerações. No Revista deste sábado, 3, o público vai conferir o minucioso trabalho de recuperação e manutenção de filmes, e ainda vai compreender por que voltar ao passado pode ser tão importante para o nosso cinema e também para a construção da nossa identidade.

Uma referência quando o assunto é o resgate da memória do cinema brasileiro é a Cinédia. A empresa, fundada em 1930, foi um marco da nossa indústria cinematográfica. Por seus estúdios passaram atores e diretores como Carmem Miranda, Grande Otelo e Oduvaldo Vianna. A equipe de reportagem visita as atuais instalações da Cinédia, em um casarão histórico do Rio de Janeiro, e mostra o trabalho de restauração de clássicos e digitalização de documentários. Tudo dentro do projeto de construção de um grande centro cultural do cinema, que inclui até a criação de um museu.

Sobre museus, esta edição do Revista mostra como anda o projeto da nova sede do Museu da Imagem e do Som, que vai sair da Praça XV para ganhar uma arquitetura moderna em plena Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro. Desde 1966, o MIS produz depoimentos para a posteridade. São gravações em áudio e vídeo, de personalidades de vários setores da nossa cultura.

Com a propriedade de uma dessas personalidades que vive e faz a nossa cultura há mais de 60 anos, Haroldo Costa fala sobre sua trajetória em uma conversa com Maria Luísa Mendonça. Como ator, Haroldo interpretou, nos anos 60, o protagonista de Orfeu da Conceição, peça de Vinícius de Moraes, com música de Tom Jobim. Esse e outros papeis, ele vai relembrar ao abrir o Baú no estúdio do Revista. Além da atuação, Haroldo também se dedica ao jornalismo, à literatura, à direção e à produção, e conta no programa como consegue ser tantos e, ao mesmo tempo, um só.

Mas nem tudo que foi produzido no Brasil pôde ser visto durante os quase 25 anos de repressão em que o país viveu o regime militar. Nessa época, a censura era uma maneira de controlar a informação que circulava entre a população. Sobre os filmes brasileiros, foram produzidos mais de 14 mil documentos, entre processos e relatórios. Em uma reportagem especial, o público confere o projeto Memória Cine BR, que disponibiliza esse material na internet, desde 2005.

O programa dá ainda um giro pela exposição Cartaz em Cartaz, de Fernando Pimenta. O artista gráfico foi responsável por cartazes, vinhetas, créditos de abertura e encerramento de mais de 300 filmes. Em monitores com tecnologia que permite a manipulação de imagens a partir do toque, os visitantes podem conferir o acervo do artista, que conta com trabalhos em filmes como Câncer, de Glauber Rocha, Bye Bye Brasil, de Carlos Diegues, Pixote, de Hector Babenco e, entre os mais recentes, Lula, o filho do Brasil, de Fábio Barreto.

O Revista do Cinema Brasileiro vai ao ar na TV Brasil às 20h30, com reprise na terça, à 1h.

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