Vinte e uma atrações, cinco estados do Brasil e dois continentes. A 13a edição do Festival Internacional de Dança do Recife acontece entre 9 e 19 de outubro, e traz espetáculos, oficinas, palestras e encontros paralelos, as diferentes atividades do evento estarão em oito palcos da cidade. O 13o Festival Internacional de Dança do Recife é uma realização da Prefeitura da Cidade do Recife, com patrocÃnio da Petrobras e Itaú Cultural, incentivo cultural do Ministério da Cultura, através da Lei Rouanet, e apoio da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da UFPE – FADE.
A cerimônia de abertura será quinta-feira (9), às 20h, no Teatro de Santa Isabel, quando a bailarina e professora Betsy Gatis, prestes a completar 89 anos, receberá a merecida homenagem pelo pioneirismo no ensino da dança em Pernambuco. Logo depois, é a vez da esperada performance "Quinteto", o mais novo espetáculo da companhia carioca Staccato Dança Contemporânea, dirigido pelo coreógrafo Paulo Caldas. Entre as atrações estrangeiras estão os espetáculos "Umwelt", da companhia francesa Maguy Marin (Centro Coreográfico de Rillieux-la-Pape – Paris), e "Tierra de Mandelbrot" e "Plano Difuso", do coreógrafo argentino Edgardo Mercado.
DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO
Quinteto – O objeto deste espetáculo do Staccato (RJ) é o corpo: suas velocidades, lentidões, detenções e deformações. É o corpo em movimento, sua dramaturgia, que produz os vetores do espaço, as tensões no tempo e a arquitetura da cena. ConstruÃdo como um roteiro tecido, sobretudo por solos e duos, este Quinteto integra em si partituras coreográficas quase separáveis como peças autônomas e nascidas de uma mesma base de pesquisa corporal.
Umwelt (França) – Um dos grandes nomes da dança mundial, a coreógrafa Maguy Marin apresenta no Recife o espetáculo Umwelt, que estréia no circuito dos festivais brasileiros. A seguir, texto de apresentação do espetáculo:“Uma construção do centro das coisas. E do centro iremos agir. Uma peca sem conhecimentos de fora, sem exterioridade. Na qual o estar aqui de cada individuo traz a poética do que é estar no mundo. Nós estaremos aqui num tempo, espaço e ambiente compartilhados. Oito artistas juntos investigando conectando coisas. Outros, como mundos possÃveis nos quais movimentos e objetos conferem sempre uma realidade varianteâ€.
Tierra de Mandelbrot e Plano Difuso (Argentina) – Duas obras de Edgardo Mercado, cujo cenário é uma caixa preta completamente despojada, tomada por arquitetura luminosa e projeção de vÃdeos, que configuram o espaço como um desenho abstrato em preto e branco alto contraste. Três intérpretes habitam esse espaço frio e confuso com imagens e luzes projetadas sobre seus corpos. Um violinista e duas bailarinas são parte deste entrelaçamento em um espaço-tempo de dimensão por vezes fragmentada, peregrinando na fronteira entre o determinismo e o azar. Trilha sonora eletrônica gravada a partir de meios hÃbridos e música ao vivo. Figurino branco, simples e de claro corte geométrico. Engenhosas imagens digitais convergem para corpos diluÃdos que, já em fragmentos, revelam-se finalmente em imagens. Não há narrativa, não há causa-efeito. Só três sujeitos fractais, transformando nosso modo de olhar.
Um Conto Idiota - Criada em 2005, a J.Garcia&Cia – Dança Contemporânea, representa o ecletismo e universalidade da cultura brasileira associada à s técnicas de dança contemporânea. Sob o comando do coreógrafo pernambucano (radicado em São Paulo) Pedro Jorge Garcia da Silva, as performances são marcadas por seqüências de intenso vigor fÃsico, delicadeza de poesia coreográfica e riqueza plástica que se contrapõem com a constante inquietação e busca de caminhos para expressar o pensamento artÃstico através do mo
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