Clandestina Liberdade

de 12/2 a 23/1 · Brasília, DF
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Objeto Sim · Brasília, DF
25/1/2008 · 43 · 0
 

CLANDESTINA LIBERDADE
CINEMA DO CCBB, DE 12 DE FEVEREIRO A 02 DE MARÇO DE 2008

CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL REALIZA MOSTRA COM FILMES QUE TRATAM DE QUESTÕES RELACIONADAS À IMIGRAÇÃO NO MUNDO ATUAL

As diferenças culturais e raciais são questões prementes hoje no mundo. Muitas vezes, estão no cerne de conflitos bélicos, de confrontos urbanos, de grandes tragédias. Reconhecer o diferente e respeitar experiências distintas não tem sido fácil para as populações humanas. Ao longo de sua história, o cinema se provou um excelente veículo para a expressão de reflexões profundas sobre este tema, abordando vários aspectos da questão da identidade. Agora, uma mostra realizada pelo Centro Cultural Banco do Brasil reúne, pela primeira vez, uma série de filmes que tratam da imigração no mundo contemporâneo. São produções recentes, algumas inéditas, como o documentário Balseros, assinado pelos espanhóis Carlos Bosch e Josep Maria Domènech. A mostra Clandestina Liberdade, com curadoria do cineasta e jornalista Gustavo Galvão, acontece de 12 de fevereiro a 02 de março, no Cinema do CCBB. Logo no primeiro dia, o público terá oportunidade de conferir, às 20h20, A Promessa, um dos mais premiados filmes dos belgas Luc e Jean-Pierre Dardenne, também inédito no circuito comercial brasileiro.

Durante três semanas, em duas sessões diárias, o espectador poderá tomar contato com produções de geografias quase ausentes das telas de cinema comercial no Brasil, como Marrocos, Turquia, Israel e Irã. No total, estão 14 filmes realizados por cineastas que, de uma maneira ou de outra, vivenciam as questões ligadas à imigração na própria pele ou são por este tema provocados. Estes realizadores apresentam um traço em comum: todos têm o objetivo de derrubar os preconceitos relacionados a um problema que tem percorrido a história da humanidade desde os seus primórdios.

Os títulos escolhidos procuram estimular a convivência entre os povos, questionando as supostas diferenças. É assim, por exemplo, em Assédio, de Bernardo Bertolucci, onde se constata um discurso do mestre italiano em favor da harmonia social. Já Michael Haneke destaca, em Código Desconhecido, os pontos que inviabilizam o ideal de unificação européia, e Tony Gatlif promove um movimento de busca das origens argelinas de seus personagens principais como forma de algo que os defina mais profundamente como gente. As produções, além de revelarem problemas concretos, de embates culturais até a xenofobia, trazem à tona outro aspecto característico da discussão sobre a imigração: o movimento migratório, que atende a todos os preceitos da aventura clássica. Com esta bela seleção, o público terá acesso a alguns dos cineastas mais instigantes do cenário contemporâneo e suas obras contundentes.


UM POUCO DE HISTÓRIA

O ato de imigrar acompanha a humanidade desde os primórdios. Nossos antepassados nômades desbravaram a Terra. Em fins do século 15 e começo do 16, as noções do mundo até então vigentes na Europa caíram por terra, com a “descoberta†das terras americanas. Terras já habitadas. Mas quem eram aqueles habitantes e como chegaram ali?

Desde que o homem passou a registrar sua história, as narrativas são feitas de guerras e conquistas. O vencedor subjugando o vencido e se misturando a ele. Iniciado há milhares de anos, o processo de miscigenação nunca parou. Nos Estados Unidos, hoje vivem 39 milhões de descendentes de irlandeses; dos 60 milhões de habitantes da França, 7,2 milhões têm ascendentes africanos; a Espanha tem 7% de sua população compostos por estrangeiros; e na Alemanha estima-se que vivam 2,6 milhões de turcos.

Alguns destes países recebem levas e levas de imigrantes vindos de suas ex-colônias. Mas a receptividade nunca é como deveria ser. Os trabalhador

onde fica
Centro Cultural Banco do Brasil - Brasília
SCES Trecho 2 - Conjunto 22
Brasília-DF
CEP 70200-002
quando ir
12/2/2008 a 23/1/2008, às 02:03h
quanto custa
R$ 4,00 e R$ 2,00 ( meia entrada)
website
www.objetosim.com.br
contato
Objeto Sim Projetos Culturais
(61) 3443 8891

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