ONG registra festa tradicional em Ilhabela

Divulgação
Em 7 de julho, a festa foi na Ilha do Cardoso, no litoral paulista
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NaraA · São Paulo, SP
15/7/2007 · 107 · 0
 

A organização não-governamental Mongue Proteção ao Sistema Costeiro registrará em vídeo a festa em homenagem a Bom Jesus, em Serraria, uma comunidade tradicional isolada em Ilhabela, no próximo dia 4 de agosto (sábado). A gravação, que faz parte do projeto Olhar Caiçara, será realizada pelos próprios moradores da comunidade, com a ajuda da ONG Cala-boca já morreu e de professores do GENS, empresa prestadora de serviços educacionais.

No dia 3 de junho aconteceu a primeira ação, na cidade de Cananéia. O Olhar Caiçara registrou a Domingueira de Fandango, uma festa em praça pública. No dia 29 de junho, em Ubatuba, a ação aconteceu na Festa de São Pedro. Em 7 de julho, a festa foi na Ilha do Cardoso, no litoral paulista. A comunidade do Marujá, no Parque Estadual da Ilha do Cardoso, recebeu um morador de Ubatuba, litoral norte de São Paulo, o Julinho Mendes, participou da Festa da Tainha.

A Mongue encerra a etapa de gravações com a presença de convidados das comunidades visitadas durante a fase inicial de captação do projeto. Caiçaras de Ubatuba, Cananéia, Ilha do Cardoso, Ilha Bela, moradores tradicionais do extremo norte e extremo sul do litoral de São Paulo se reúnem no dia 29 de setembro durante a Festa de São Miguel, na Cachoeira do Guilherme, no coração da Juréia,

Sobre o projeto Olhar Caiçara

O projeto cultural Olhar Caiçara, criado pela comunidade caiçara da Juréia, no litoral sul paulista, e gerenciado pela Mongue, conquistou em maio o apoio financeiro da Petrobras, por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura. Com o patrocínio ao longo de 12 meses, algumas das comunidades litorâneas de Parati, no Rio de Janeiro, até Paranaguá, no Paraná, ganham seu primeiro projeto de intercâmbio e registro da cultura de populações tradicionais.

"O Olhar Caiçara" promove o intercâmbio cultural entre as diversas comunidades e usa o audiovisual para isso. "A partir do próprio ponto de vista, eles podem conhecer, registrar e preservar suas tradições", explica o secretário-executivo da ONG, Plínio Melo.

O projeto é uma conseqüência do sucesso da ação anterior da Mongue, o "Viola Peregrina", que teve como condutor a chamada viola iguapeana, ou viola branca, que existe apenas em Iguape. Uma viola foi produzida por luthiers locais e peregrinou por várias comunidades da Juréia.

Além registrar manifestações culturais na forma de vídeo em DVD, programas de rádio em CD, textos, site e blog, o Viola Peregrina gerou renda para mais de 200 pessoas em sua fase inicial. Se o "Olhar Caiçara" também for um sucesso, a Mongue pretende executar a terceira etapa do projeto para construir um bairro temático reproduzindo um vilarejo caiçara. “Teremos escola, uma cooperativa de cantadores e luthiers, uma casa para produção de doce, um restaurante caiçara, um local para produção artesanal de farinha onde os envolvidos poderão utilizar os equipamentos de marcenaria, adquiridos para produzir e obter renda com a venda de seus trabalhos e artesanatos", adianta Melo.

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